O grande encontro nacional de cicloturismo, aventuras sobre duas rodas e acampamento ao ar livre na majestosa Cuesta Paulista.
Muito além de um evento convencional, o Festival de Cicloviajantes foi idealizado como uma celebração pura do estilo de vida sobre duas rodas. Um acampamento comunitário, descomplicado e imerso na natureza bruta, concebido para reunir quem já rodou o planeta com alforjes e quem está dando os primeiros giros de pedal em direção aos seus sonhos.
Viajar de bicicleta é viver em íntima sintonia com a geografia, o tempo e as pessoas. O cicloviajante moderna opera como um explorador contemporâneo: movido pela curiosidade pelo desconhecido, em busca de horizontes inéditos, lugares mágicos para esticar a lona da barraca e encontros humanos que transformam a alma. O tilintar suave da corrente e o vento no rosto funcionam como um mantra que aquieta os ruídos do mundo e devolve a clareza do que é essencial.
Este festival bebe da fonte pioneira dos encontros históricos criados pelo Clube de Cicloturismo do Brasil, que durante décadas semearam a cultura de expedições autônomas pelo país. A comissão organizadora deste festival germinou dessa mesma paixão e conta com o carinho e o apoio formal do Clube para inaugurar este novo capítulo coletivo.
O Festival de Cicloviajantes é conduzido por uma equipe 100% voluntária, sem qualquer finalidade lucrativa. Todo o montante arrecadado com as inscrições do evento é estritamente direcionado para suprir os custos operacionais (aluguel de tenda, sonorização, iluminação e suporte logístico aos palestrantes convidados).
Além disso, o quilo de alimento não perecível arrecadado na portaria de cada participante adulto será integralmente destinado à assistência social do Asilo de Bofete, gerando impacto positivo direto na comunidade que nos acolhe.
A programação foi cuidadosamente desenhada para equilibrar palestras de alto nível, rodas de conversa íntimas com ícones das cicloviagens mundiais e muito tempo livre para confraternização, fogueira comunitária, testes de equipamentos e feira de livros e relatos.
Abertura dos portões do Sítio Três Pedras, acolhimento dos cicloturistas e escolha dos locais para montagem das barracas no gramado.
Espaço comunitário liberado para primeiras prosas, reencontro de velhos amigos da rota, exposições de bike e troca de relatos.
Relato visual e emocionante da travessia em duas rodas pelas savanas e culturas africanas, abrindo oficialmente as noites de palestras do festival.
Colocação de pulseiras de identificação, preenchimento de termos para quem comprou no local e recolhimento dos alimentos para o asilo.
Manhã dedicada à troca aberta com o jornalista e cicloviajante de volta ao mundo (autor de Mashallah). Tenda livre para exposição de bikes, equipamentos artesanais e autógrafos.
Uma imersão na autonomia feminina na estrada, superação de paradigmas de segurança e a liberdade visceral de pedalar sem roteiros engessados.
Narrativas fotográficas e antropológicas profundas de quem pedalou milhares de quilômetros pelos rincões mais remotos dos dois maiores continentes.
Perspectivas, causos e a sabedoria acumulada de quem vive há mais de três décadas na estrada e escreveu alguns dos guias mais lidos da história do cicloturismo nacional.
Confraternização livre no gramado, café passado no fogareiro e causos compartilhados ao redor do fogo.
Bate-papo profundo com a bióloga que pedalou em solitário do Alasca a Ushuaia pelo projeto Extremos das Américas. Manhã livre para passeios nas cachoeiras locais e feira na tenda.
Pri, Zé Léo e seus filhos contam como é desbravar estradas continentais em família, educando e vivendo sobre duas rodas com crianças.
A experiência fascinante de cicloturismo no Extremo Oriente: infraestrutura, contrastes culturais, espiritualidade e logística de pedalar na Ásia.
Os fundadores do Clube de Cicloturismo do Brasil resgatam a evolução histórica do cicloturismo no país, da era sem internet e mapas de papel até o ultralight bikepacking.
Celebração da comunidade cicloviajante, música acústica, risadas e fortalecimento dos laços de amizade.
Uma reflexão poética sobre desacelerar a vida, saborear cada quilômetro e entender que a verdadeira viagem é o próprio percurso.
Encerramento solene do festival, fotos em grupo, desmontagem das barracas e partida para novas estradas com o coração abastecido de inspiração.
O palco do festival reúne algumas das maiores referências do cicloturismo brasileiro e internacional — pessoas que acumulam centenas de milhares de quilômetros rodados em solitário, em casal e em família.
Pioneiros absolutos do cicloturismo de expedição no Brasil, autores da lendária volta ao mundo narrada em No Guidão da Liberdade e dos mais completos guias de rotas nacionais e internacionais.
Fundadores do Clube de Cicloturismo do Brasil e autores de A Arte de Viajar de Bicicleta. Os maiores responsáveis pela estruturação, fomento e união da comunidade cicloturística no país.
Jornalista e cicloviajante de longa distância, autor da aclamada obra Mashallah – Do Ártico à Ásia de Bicicleta, que documenta mais de 27.000 km pedalados por 31 países e 3 continentes.
Bióloga e cicloviajante solo que pedalou de Prudhoe Bay no Alasca até a Terra do Fogo em Ushuaia, documentando a conservação da biodiversidade e a força feminina na estrada.
Fotógrafo e documentarista de expedições extremas, Beto e sua parceira Nika compartilham os bastidores visuais e culturais de pedaladas profundas pelos territórios asiáticos e latino-americanos.
Voz ativa e inspiradora na promoção do cicloturismo feminino solo, desmistificando medos urbanos e ensinando a confiar nos caminhos e na hospitalidade humana.
Aventureiro autêntico que desbrava continentes com sua inseparável bicicleta 'Gisselda', colecionando perrengues hilários, hospitalidade pura e paisagens africanas de tirar o fôlego.
Uma família inteira que escolheu a bicicleta como lar e escola itinerante, provando que viajar com crianças pequenas é uma das experiências pedagógicas mais ricas do mundo.
Exploradores que combinam a filosofia zen à cadência da pedalada, trazendo relatos detalhados sobre as rotas, a gastronomia e o respeito ao ciclista nos países asiáticos.
Casal de cicloturistas que personifica a calma e a contemplação, ensinando que o destino final é apenas uma desculpa para desfrutar da beleza miúda de cada quilômetro.
O local escolhido para sediar esta primeira edição é um dos refúgios naturais mais emblemáticos do interior paulista: o Sítio Três Pedras, encravado na zona rural de Bofete, sob as encostas dramáticas da Cuesta.
O principal atrativo geológico da região são as Três Pedras, impressionantes testemunhos rochosos esculpidos pelo tempo que se erguem no horizonte. Além das trilhas cênicas ao redor das pedras, os participantes podem desfrutar da Trilha das Nascentes e de duas pequenas cachoeiras ideais para um banho revigorante nos dias ensolarados.
Nota de segurança: A subida ao cume das Três Pedras só é permitida mediante acompanhamento de guia local credenciado e uso de equipamentos adequados de escalada e proteção.
Amplo gramado sombreado para montagem de barracas, com vista panorâmica para as montanhas. O sítio dispõe de dois blocos de alvenaria com sanitários modernos, pias comunitárias para higiene de louça e duchas frias gratuitas. Próximo à sede, há duchas quentes com temporizador (R$ 10 para 8 minutos).
O acampamento é gerido de forma independente pelo Sítio Três Pedras. O valor da diária de pernoite é de R$ 50 por adulto. Caso você prefira dormir em pousadas das cidades vizinhas e apenas passar o dia nas atividades, a taxa de day use é de R$ 20 por dia. O acerto é feito diretamente na portaria do sítio (PIX ou dinheiro).
Para que sua experiência seja inesquecível, é fundamental compreender a proposta do festival: ele segue à risca a lógica de uma cicloviagem autônoma. Não se trata de uma estrutura de hotel de luxo, mas sim de uma expedição colaborativa na natureza.
Não há sinal de cobertura de operadoras de telefonia nem rede Wi-Fi na área das barracas. Encare essa característica não como uma limitação, mas como um presente raro: a chance de desconectar a mente das notificações cotidianas e estar 100% presente nas conversas, nos olhares e no silêncio da serra.
O camping não possui tomadas elétricas na área das barracas. Haverá fornecimento de energia exclusivamente na tenda técnica para alimentar o sistema de som e projeção das palestras. Traga lanternas de cabeça, lanternas de barraca e powerbanks carregados para seus dispositivos essenciais.
Não há restaurantes ou mercearias no interior do sítio. A alimentação fica totalmente sob responsabilidade de cada participante. Traga seu fogareiro de camping, gás, panelas e provisões completas para os 4 dias de estadia. Há áreas destinadas para fogueiras.
Os mercados mais próximos estão localizados a cerca de 17 a 18 km de distância, nas cidades de Bofete e Pardinho. A organização está articulando a possibilidade de venda de lanches simples ou refeições pontuais no local, mas é prudente planejar sua própria autossuficiência alimentar.
A região da Cuesta apresenta amplitude térmica típica de serra: durante a tarde o sol pode esquentar bastante (ótimo para banhos de rio e cachoeira), mas as madrugadas costumam ser frescas e ventosas. Leve saco de dormir com temperatura de conforto adequada, isolante térmico de boa densidade, casaco corta-vento (anorak) e agasalhos para as noites na tenda.
O festival é a celebração da diversidade de olhares unidos pelo amor à bicicleta. Como em qualquer comunidade, há pessoas de diferentes origens, credos, orientações e visões políticas. Espera-se de todos empatia, cordialidade, respeito estrito às regras ambientais do sítio e tolerância zero a qualquer atitude violenta, discriminatória ou preconceituosa. O bom senso é a regra máxima da estrada.
O Sítio Três Pedras está situado no município de Bofete/SP, acessível por diferentes rotas cênicas. Abaixo detalhamos as três principais vias de acesso, seja para quem viaja de carro ou para quem vem pedalando:
A opção mais rápida para quem vem de São Paulo, Rio de Janeiro ou Curitiba pela Rodovia Castello Branco. Possui perfil altimétrico mais suave para ciclistas.
Trajeto de beleza cênica deslumbrante, passando pelo topo da Cuesta e com vista clássica para o relevo do Gigante Adormecido.
Indicada para quem viaja de ônibus de regiões mais distantes ou quem deseja aproveitar atrativos da cidade de Botucatu (como as Cachoeiras da Pavuna).
Se você pretende viajar de ônibus intermunicipal, leve um rolo de filme plástico (plástico filme ou sacos reforçados de 100L) para embalar o quadro e as rodas após soltar a roda dianteira e o guidão. Isso atende às exigências da ANTT/ARTESP e protege sua companheira contra arranhões no bagageiro.
Coordenadas GPS do Sítio: 23°00'31.7"S 48°19'20.5"W •
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As inscrições do evento são limitadas pela capacidade da tenda e da área do acampamento. Garanta seu ingresso com antecedência para apoiar a realização deste sonho comunitário!
Para conferir a página oficial na íntegra, acompanhar comunicados da organização e garantir sua inscrição direta, visite o portal que serviu de base para este guia:
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